terça-feira, 28 de janeiro de 2020

De alma nua.

Lavei as roupas da alma
Os meus poemas
Cada frase, 
Cada verso, 
Cada rima e palavra
Lavei com minhas lágrimas
E lembrei que nunca antes escrevi 
Melancolias como essas
Esfreguei com a tristeza 
E torci com a saudade
Estendi no varal do tempo,
Expostas a dor
Não irão secar
O temporal não quer cessar.
As que estão secas
São do passado e
Já não me servem mais.
Então, por hoje resolvi
Me vestir de silêncio.
Sem poemas, sem versos, sem rimas ou palavras
Permaneço de alma nua.
Gil Monteiro

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