Gil Monteiro Arts
E por que a poesia? Porque despir roupas é fácil. O desafio mesmo é despir as armaduras da alma. Visite meu canal no youtube Gil Monteiro Arts se inscreva e deixe seus comentários.
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Quero ao seu lado
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Quem sou eu agora?
Sempre uso algumas qualidades ou defeitos para me descrever, e também coisas do passado poderiam me descrever bem, porém, hoje olhando para trás percebo que não sou como antes, eu mudei. Já fui muito irresponsável, no sentido de não ter com o que me responsabilizar, hoje não sou mais, não posso me dar ao luxo de ser. Antes não prestava atenção nas horas, não olhava o relógio e não me preocupava com a hora de acordar, agora cronometro meu tempo. Era uma visita na minha própria casa, hoje é difícil me tirar daqui. Já fui de muitos rocks, principalmente à noite, tinha vários "amigos", agora com o passar dos anos aprendi, mais vale uma boa noite de sono. Já me precipitei muito com as coisas, agora penso duas, três, quatro vezes antes de fazer ou falar alguma coisa, o tempo também me ensinou isso. Já fui tão impetuosa, me arriscava sem medo, antes tinha menos a perder, além disso perderia sozinha, hoje não sou só eu que perco quando algo dá errado. Houve um tempo em que pegava o carro e só ia pela estrada, no caminho decidia para onde. Hoje planejo todos os detalhes meses antes até. Naquela época não me preocupava se tinha algum dinheiro, hoje me preocupo, com as contas! Eu achava que podia fazer o que eu quisesse e podia, naquela época eu podia. Hoje faço o que posso e principalmente o que devo. Acreditava que tinha muitos amigos, hoje sei que só conheço muita gente e que meus amigos, conto com os dedos de uma mão e ainda sobram dedos. Mas, o importante é que aprendi muito com tantos tropeços, vi que a vida é muito dura, por isso tenho que ser mais forte. Mas, em essência, não mudei tanto assim, ainda tem um pouco de menina em mim, continuo dando muita risada espontânea e me encantando cada vez mais com coisas cada vez menores. Hoje não sou mais uma adolescente mimada, que podia fazer a maioria das loucuras que colocava na cabeça. Sou uma mulher que ainda coloca umas coisas loucas na cabeça e que só quer ser feliz do jeito que é.
Gil Monteiro
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terça-feira, 4 de março de 2025
O amor morre!
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Mil motivos para te amar
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
Eu não vou te pedir...
terça-feira, 30 de novembro de 2021
Me reconstruindo
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
AS RAZÕES QUE O AMOR DESCONHECE
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes do Ettore Scola, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine al pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele só escuta Egberto Gismonti e Sivuca. Não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim.
Você ama aquela petulante. Você escreveu
dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco,
você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta
de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você
abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é
educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo
cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que
provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela
fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento
prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de
indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons
motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas ninguém consegue ser do
jeito que o amor da sua vida é.
Julho de 1998
Martha Medeiros MEDEIROS, M. Trem-bala.
Porto Alegre: L&PM Editores. 1999.
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Quero ao seu lado
Ao meu amor! Quero acordar ao seu lado aos domingos pela manhã E olhar em seus olhos entre um gole e outro de café Sem nada preci...
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Eu entendo o medo de deixar partir De não saber o que fazer Pra não se perder Soltar o grito da garganta E perceber que ninguém te ...