domingo, 30 de setembro de 2018

ALMA DE UM POETA


Sempre que alguém procura o que não perdeu
Quando encontra se confunde.
Sempre que alguém espera a volta de quem nunca esteve
Quando chega se surpreende
Sempre que se quer o que não precisa
Quando tem desperdiça.
Sempre que se luta pelo que não deseja
Quando consegue joga fora.
O fel das palavras que um poeta trás na alma,
Espera para saber, quer o que precisa,
Luta pelo que deseja.
Sem preocupa-se em confundir, surpreender, desperdiçar ou jogar fora, pois nem tudo presta para ter.
Arranco dos meus sentimentos
Tudo de bom e de ruim que existe em mim.
Belas frases de amor
Às vezes de raiva e decepção em outra.
Denúncias também escrevo
O que me fascina
E o que me enoja
Não agradam a todos os meus versos de amor
Nem os meus versos de protesto.
Como poeta deixo fluir tudo o que tenho na alma
Sem me preocupar em agradar
Sem me preocupar com quem vou desagradar.
Deixo fluir sem reservas meus versos
Para quem interessar ler.
Pois, toda alma de poeta
Tem em seus versos
Mel ou fel
Gil Monteiro
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