Gil Monteiro
E por que a poesia? Porque despir roupas é fácil. O desafio mesmo é despir as armaduras da alma. Visite meu canal no youtube Gil Monteiro Arts se inscreva e deixe seus comentários.
sábado, 18 de agosto de 2018
Anoiteceu...
Gil Monteiro
Fica sempre um triste adeus.
O poema recitado: https://www.youtube.com/watch?v=0WR9pYizCAQ&t=6s
sábado, 19 de março de 2011
O que é ser pragmático?
Minha vida nunca foi fácil. Mas houve um tempo em que eu pensava que tudo era fácil. Era uma época mágica onde o idealismo falava até mais alto que o meu bom senso.
Bom senso... Ah! Como é bom tê-lo. Pena que ele só venha com a experiência. Na adolescência todos somos jogadores e, de modo geral, não temos essa virtude tão necessária ao sucesso.
Pai da honestidade e da ética o bom senso é virtude necessárias aos indivíduos de bom caráter. Algo do tipo: “faça aos outros aquilo que gostaria que os outros vos fizessem”.
Mas eu falava da vida. Vida esta que era fácil. Mas fácil só na adolescência. Pois quando atingimos a maturidade inicia-se um doloroso processo de adaptação à realidade. O idealismo começa a entrar em contradição com o bom senso e as adversidades nos colocam em uma situação desconfortável, no qual o EU que sonha passa a se confrontar com o EU que quer.
Nesta fase - lá pelos seus 25 anos - a sociedade começa a lhe cobrar resultados e você desesperado por não tê-los passa a, em nome do bom senso, intitular-se pragmático.
Sim, PRAG-MÁ-TI-CO. Eu sei que você sabe o que quer dizer, mas vou esclarecer em nome dos que não sabem.
Ser pragmático é, em miúdas palavras, ser prático ou seguir uma praxe estabelecida. Ou seja, o idealista “não tão idealista” é pragmático.
Isso tudo é muito confuso não acham? Vou ser prático (ou melhor pragmático) então:
Você acaba de se formar em administração de empresas e é contratado para ser gerente do departamento de recursos humanos de uma autarquia pública, por exemplo. E, na primeira semana, cheio de gás e tesão você inicia um rigoroso planejamento visando maximizar a produtividade do seu departamento. Legal, não acha?
Pois é, seria legal se não fosse o time de veteranos concursados ou apadrinhados que não querem entrar no clima e começam a fazer corpo mole.
Neste momento você se recorda da sua adolescência. Lembra o quanto tudo era tão fácil.
Mas agora não é! E, a esta altura do campeonato e depois de muita luta e desgaste, lhe resta apenas ser prático e aderir à política de boa vizinhança com os “aspones”, ou melhor, seus novos amigos.
Mas e o idealismo? E os princípios da administração dos recursos humanos? E a produtividade? De que valeram seus dez longos semestres na faculdade? E toda aquela grana deixada no caminho?
É... Agora você tem que ser prático, ou melhor, PRAG-MÁ-TI-CO para sobreviver naquele local.
Comodismo, omissão e pragmatismo andam sempre de mãos dadas. Nem sempre ser pragmático é ser desonesto ou antiético a não ser com você mesmo e com seus princípios.
Mas ser pragmático é sempre um caminho mais rápido e menos desgastante de justificar nossa incompetência e nossos erros para a sociedade.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
OS LÍRIOS SÃO ASSIM...
Te desafio a me amar... Sem medos e sem vergonhas!
Te desafio a me amar... Todos os dias, olho no olho, boca na boca, de manhã de tarde e de noite, tão intensamente...
Te desafio a me amar... Como mulher, como companheira, e como amiga eterna.
Te desafio a me amar...E ser só minha, o tempo todo, e sem ter que provar nada à ninguém!
Eu te desafio a me amar... De modo à por em prática todos nossos sonhos e desejos.
Eu te desafio a me amar... O suficiente para estar do meu lado, sendo sincera sempre, viver junto comigo o resto de nossas vidas.
Te desafio a não desistir tão fácil assim de mim, e fazer desse amor um desafio todos os dias sem fim.
sábado, 11 de abril de 2009
RESENHA CRÍTICA - Ensaio sobre a cegueira
ANALISE
DO FILME
Título
do Filme: Ensaio sobre a cegueira
Autor:
José Saramago
Direção:
Fernando Meirelles
Produção:
Fox Filmes
Atores/as
principais: Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo, Gael
García Bernal, Don McKellar, Maury Chaykin, Martha Burns.
Resumo:
O
filme mostra uma inexplicável epidemia de cegueira branca, as pessoas passam a
ver apenas uma superfície branca leitosa, o primeiro a ficar cego é um oriental
no transito, rapidamente a cegueira se espalha pela cidade não identificada no
filme. Um a um todos acabam ficando cegos e são levados para um hospital
psiquiátrico abandonado, onde ficam isolados do mundo. Reduzidos a seres
desumanizados lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos de
animais. Todos os cegos vão sedo colocados em quarentena e os serviços públicos
percebem que a cegueira não distingue diferenças sociais, a única pessoa que
não é afetada pela doença é a mulher do médico que acaba protegendo um grupo de
cegos. Quando eles conseguem fugir do hospital percebem que todos estão cegos e
que o caos tomou conta da cidade, todos estão famintos a procura de comida.
O
importante do filme não é, no entanto descobrir a razão da doença ou sua cura,
mas sim mostrar a decadência da sociedade que, esquece tudo o que é
humanitário.
Apenas,
um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida o mesmo grupo que é
protegido pela mulher do médico. A cegueira branca mostra-lhes não somente sua
fragilidade física, mas, também, mais do que olhar, ver o outro e não apenas a
sim mesmo, só assim o homem reencontra sua dignidade e se humaniza de novo.
No
final o oriental volta a enxergar e todos comemoram, não apenas por ele, mas,
por acreditarem que sendo ele o primeiro que ficou cego, todos um a um voltaram
a enxergar novamente. Neste momento a mulher do médico se pergunta. Estou
ficando cega?
Idéias
principais:
Ensaio
Sobre a Cegueira desenvolve os rumos que a sociedade moderna vem tomando
representada em uma misteriosa epidemia de “cegueira branca”. Mostrar a
cegueira da humanidade diante o próximo, os preconceitos e instintos do homem
desumano. Aquelas pessoas, que na verdade somos nós “sociedade”, já eram cegos
antes mesmo da cegueira branca atingi-los.
Pormenores
Importantes:
Os
cachorros não ficaram cegos, apenas os homens foram atingidos pela doença.
Mostra a humanidade de um animal, que falta nos homens.
A
ministra de estado que também fica cega mostrando que a cegueira não distingue
status social.
A
importância que o homem dá a bens materiais mesmo em situações onde jóias e
dinheiro não terão nenhuma serventia, é explicito na cena onde os cegos da ala
3 cobram para dividir a comida.Pressupostos epistemológicos para o entendimento
critico do filme – relacionando uma visão filosófica. Dessa forma cite:
Três
cenas e/ ou diálogos em que as idéias filosóficas tenham ficado bem evidentes e
teça comentários críticos:1- Cena onde um personagem reclama, dos abusos
cometidos pelo “Rei da ala 3” e comenta, com o companheiro à sua frente, que o
sujeito provavelmente é negro, demonstrando todo o seu racismo, sem saber que,
ao contrário é seu companheiro que é negro. Nesta cena, esta a falta de visão da
nossa sociedade imperfeita, é justamente a visão que nos falta, a de conhecer
antes de fazer julgamentos, que nos cega para o que realmente importa,
distorcendo nossas opiniões devido a preconceitos. Quando mantemos nossa
atenção no que deveria ser apenas superficial como a cor da pele, o status
social, a orientação sexual, nos deixam cegos diante do real valor das pessoas.
2-
Cena em que os cegos se reúnem para ouvir música, mostrando que ainda é
possível haver humanidade naquelas pessoas, pois ainda há sentimentos, quando
choram e nem se importam em saber por quê, se de alegria ou de tristeza, o
importante naquele momento é apenas sentir, já que ali dentro estavam deixando
de ter sentimentos e tornando – se apenas animais com instintos.
3-
Cena onde a mulher do médico senta na escada e vê os cachorros devorando um
corpo, enquanto um cachorro se aproxima dela e começa a lamber seu rosto, dando
e pedindo carinho. Neste momento o cachorro esta sendo mais humano do que os
homens, demonstrando que precisa de carinho e afeto e também pode oferecer este
carinho para quem precisa. O cachorro nesta cena ensina o verdadeiro sentido do
amor.
Breve
explicações das conclusões do autor:
Saramago
não nos deixa uma conclusão explícita, ele nos leva a pensar, junto com a mulher
do médico no final. Ficaremos cegos? – Estamos cegos? – ou ainda voltaremos a
enxergar?
Na
verdade não ficamos cegos. Nós somos cegos. Cegos apesar de conseguirmos ver.
Nós conseguimos ver, mas não conseguimos enxergar.
Nos
só conseguiremos enxergamos. Quando sem olhar para uma pessoa, apenas
percebermos o que ela pode fazer por nós, sem prejulgamentos, e que a única
coisa que importa é que estamos bem com aquela pessoa por perto mesmo não
enxergando sua imagem.
Crítica
enfatizando: determinação histórica, científica e didática da obra:
Nós
dependemos uns dos outros e enxergar de fato o próximo é um exercício de
tolerância e amor. Seja por isso que os personagens não têm nome, sendo
identificados apenas por suas profissões como por exemplo o Médico, o Contador,
a recepcionista de consultório, o ladrão, a prostituta e por suas relações como
a Mulher do Médico, a mulher do oriental é justamente assim que costumamos
rotular as pessoas que estão a nossa volta.
O
filme pede que a sociedade pare, pense, reflita sobre o que esta fazendo, nos
mostrando exatamente a realidade de nosso tempo, o egoísmo, os preconceitos,
racismos.
Crítica
enfatizando contribuições importantes de estilo, forma, méritos e considerações
éticas:
Ensaio sobre a Cegueira é um filme com imagens chocantes de degradação urbano. Mas, ainda assim, é bonito com delicadeza e passa uma bela mensagem de desespero e ao mesmo tempo esperança. Porém, não surpreende. Sendo óbvio que a sociedade entraria em caos coletivo se a humanidade perdesse a visão física. As Cruéis cenas de estupro coletivo e violência, incluindo as péssimas condições em que vai ficando o local onde estão os cegos, o chão ficando coberto de mijo e fezes, a falta de atendimento médico e a maldade de alguns internos não creio que a cegueira transforme pessoas em monstros na verdade elas sempre foram pessoas más. Apesar da abordagem ser complexa, o filme mostra sensibilidade, dando um aspecto global a produção, de forma que a história que não identifica tempo, mas, mostra a sociedade ocidental moderna, nem identifica local poderia se passar em qualquer lugar no mundo.
Gil Monteiro
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Link: https://www.youtube.com/watch?v=3D4iWKDMHIU&list=UU-glNXrWcokgO3xCgneXx0g&index=19
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quinta-feira, 26 de março de 2009
VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA
Na violência física está implícita a violência psicológica – e é justamente o fato de estar sendo agredido fisicamente por um familiar que causa mais danos à formação da personalidade infantil. “Apanhar na rua, de um estranho, por mais que isso cause fraturas e outros danos físicos, não tem a influência sobre a personalidade que uma agressão de um pai ou mãe impacientes, pois estes estão também ensinando aos filhos uma forma violenta de relacionar-se afetivamente”. A violência psicológica é mais sutil, está na base das outras formas de violência. “É claro que existe a violência puramente psicológica, mas ela é bem mais difícil de diagnosticar e raras vezes é denunciada”, ressalta a profissional. Nas crianças vítimas de violência, ou há excesso de timidez, ou agressividade em demasia: “Nunca há um equilíbrio por parte da criança vítima de violência. Podemos apontar um aumento no número de atitudes desagradáveis por parte das crianças, somado aos fatores de dependência dos adultos: ou extrema carência, ou extrema dependência, somada à desvalorização, baixa na auto-estima, etc”.É preciso ter muito cuidado com o que se diz para as crianças, pois, de acordo com a psicodramatista, elas, em geral, acreditam no que lhes é dito. “As palavras das pessoas que lhe são importantes, como a de seus familiares, soam sempre como verdadeiras, são assumidas e interiorizadas. A criança acaba aprendendo que aquele é o único padrão possível, a única forma que existe de relacionamento”.
A violência contra a infância se perpetuaO mais grave, é que se cria um ciclo contínuo de violência, que se transmite de geração para geração. “Essa criança vai repetir este padrão com os irmãos menores, com os colegas da escola, mostrando-se muitas vezes inapta ao convívio social, ou simplesmente reproduzindo este padrão em seus próximos relacionamentos afetivos, com sua mulher ou marido, com seus filhos.Uma pessoa agredida na infância via de regra se torna um adulto agressor”. É preciso ressaltar, todavia, que nem toda a criança agredida se tornará um agressor, mas podemos dizer, que todo o agressor foi vitimado, quando criança.
Traumas
Para meninos e meninas, os traumas pós-violência são os mais diversos possíveis. A criança pode crescer revoltada, ou simplesmente com medo do mundo. "Quando falamos em violência física, nós temos as seqüelas que podem ficar no corpo dessa criança. Marcas que elas vão carregar pro resto da vida. Além disso, as crianças passam a ter a sensação de impotência diante da outra pessoa que ela julga ser autoridade. Então a autoridade ao invés de ser respeitada, ela é temida. Então mesmo que ela atinja a idade adulta, essa pessoa sempre terá medo. Ela será um adulto tímido, acanhado. A desconfiança vai sempre permear o relacionamento dela com os outros".
Psicóloga Edinete Rosa
Tratamento psicológico pode ser eficazO tratamento psicológico pode ser eficaz, mesmo no caso do agressor, que também precisa ser tratado para que a estrutura familiar seja recuperada.
A classe econômica e social não importa A violência contra crianças não tem prevalência maior em função de classe sócio-econômica. “A violência, seja física ou mesmo verbal, é um fenômeno absolutamente democrático.
Diz-se que é um dos fenômenos violentos mais democráticos pois atinge sem discriminação diferentes classes sociais.A incidência deste fenômeno não se relaciona com pobreza por exemplo, mas se relaciona com padrões de comportamento e de educação.
Porém, a visibilidade em classes baixas é maior, porque exige das estruturas públicas, dos pronto-socorros, dos hospitais do INSS, das escolas estaduais e municipais.São estas instituições que contabilizam dados e criam estatísticas. As classes mais altas, ao contrário, procuram médicos particulares, psicólogos particulares, que mantém o sigilo e não contribuem para qualquer levantamento estatístico, uma vez que individualmente, seus dados não são expressivos. Nas classes altas é tudo mais velado, mais escondido. Há menos denúncias, mas ocorre do mesmo jeito”.Denúncias e Realidade PúblicaNa verdade, a violência contra criança é muitas vezes tratada como assunto privado e acaba sendo tolerada pela sociedade e pelo poder público. Daí a importância dos Conselhos Tutelares, criados como instrumentos para que o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, seja aplicado. Estes órgãos exercem um papel fundamental ao oferecer uma porta de entrada para denúncias, mesmo que anônimas, mas que possibilitam o diagnóstico dos casos de violência contra crianças.Para médicos, professores e outros profissionais que trabalham com crianças, a denúncia é obrigatória, sob pena de serem responsabilizados por omissão de socorro.Com certeza, os Conselhos Tutelares carecem de equipamentos, de capacitação, de redes de apoio, etc.
Após uma denúncia, é feita a convocação dos responsáveis pela criança; uma investigação das suas rotinas; uma conversa com a própria criança; uma consulta à escola que a criança freqüenta; uma visita domiciliar ao acaso; e, então, coloca-se os pais a par dos direitos de que a criança deve usufruir, segundo o ECA, e encaminha-se a família toda para atendimento psicológico. Depois disso, é feito um acompanhamento, com marcação de retorno ao próprio Conselho Tutelar. Caso a violência persista, leva-se o caso à justiça.Na teoria, parece excelente. Na prática, no entanto, vemos a dificuldade de se obter dados e informações precisas para o real monitoramento dos diversos Conselhos Tutelares, assim como o franco desrespeito ao ECA por parte do próprio Estado, em especial nos artigos 259 e 155, que regem, por exemplo, a proibição de levar menores para o Sistema Penitenciário.É claro que a partir desta discussão social e de uma cobrança maior das autoridades alguma coisa deve mudar. Esta esperança, no entanto, fica bastante prejudicada quando se percebe que o Estado não provê à estas crianças sequer as políticas básicas de saúde, de educação, de condições mínimas de vida. O ECA é uma proposta de sociedade, de direito, mas que ainda está longe de estar sendo cumprido”, É algo que precisamos alcançar para o futuro.
Maria Amélia de Sousa e Silva, psicóloga psicodramatista Coordenadora Geral e Administrativa do CNRVV (Centro de Referência às Vítimas da Violência) do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.Violência na grande Vitória
Violência infantil 'explode' na Grande Vitória. Estupros e espancamentos lideram registros
03/09/2008 - 18h48 (Redação gazeta online - Redação Gazeta Rádios e Internet)
Delegada Tânia Zanole: "casos de violência infantil são cada vez mais frequentes"
Números que assustam, mas que expressam de maneira cruel a realidade de milhares de crianças de todo o Brasil. Diariamente, meninos e meninas são vítimas de todo e qualquer tipo de violência. Na maioria dos casos, os próprios pais ou tutores são os responsáveis pelos crimes que tiram a inocência das crianças e as levam a viver num mundo obscuro, sem perspectiva e amparo daqueles que, na prática, deveriam ser exemplos de boa conduta a ser seguidos.
Segundo levantamentos feitos pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), de cada 10 casos de violência contra menores de idade registrados na Grande Vitória, oito são praticados por pessoas da própria família. Já entre os casos com maior índice de registros estão as agressões físicas e os estupros.
De acordo com a titular da DPCA, Tânia Zanole, espancamentos e atentado violento ao pudor lideram o "ranking" de ocorrências que, neste ano, já somam 695. Segundo a delegada, a maioria dos registros são confeccionados entre a população mais carente. Mas o índice certamente é muito maior. Zanole ressalta que a classe média e os mais ricos não costumar prestar queixas com medo da exposição pública.
"A população de baixa renda utiliza muito esse discurso de ser pobre para explicar as agressões. De fato é um agravante, já que muitos pais ao invés de buscar um emprego, se entregam às drogas e ao álcool e acabam se enfurecendo com os filhos. Mesmo assim, não admitimos que esse tipo de ato aconteça (...) por eles terem um padrão mais alto na sociedade, essas pessoas acabam não denunciando para não se expor, ou expor a criança. Em muitos casos também, o agressor acaba comprando as testemunhas e o caso acaba não sendo denunciado", salienta.
Gazeta On Line
Denuncie/ Serviços Disponíveis
Pessoas que cometem qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes estão sujeitas a punições rigorosas. Em casos de torturas e estupros, por exemplo, a pena prevista varia de 6 a 10 anos de reclusão em regime fechado. Algumas situações, no entanto, como tapas ou agressões do gênero, não chegam a render detenções ou indiciamentos.
Existem diversos serviços disponíveis para atender, encaminhar ou prestar socorro às crianças em situação de abuso. Entre eles:· CNRVV – Centro de Referência às Vítimas de Violência, que possui cinco pólos, onde há um de prevenção, orientação e encaminhamento a atendimentos psicológicos.· A Pastoral da Criança tem trabalhado com capacitação de agentes comunitários para que orientem as mães e pais das comunidades onde atuam para que tratem as crianças com carinho e respeito. A Pastoral da Criança está também lançando uma campanha nacional chamada “A Paz Começa em Casa”, contra a violência doméstica.
A pessoa pode denunciar casos de violência infantil. O telefone do disque-denúncia é o 181 e as informações podem ser passadas em sigilo.
Quero ao seu lado
Ao meu amor! Quero acordar ao seu lado aos domingos pela manhã E olhar em seus olhos entre um gole e outro de café Sem nada preci...



