Enquanto
eu escrevia poesias todos os dias,
E
recitava versos dizendo eu te amo de todos os jeitos.
Enquanto
eu a surpreendia, de madrugada lendo mensagens,
Que
não eram minhas, e você nem se importava,
Acho
até que nem percebia.
Enquanto
eu me submetia e perdoava,
Seus
enganos e mentiras, às vezes fingindo até que não via.
Enquanto
eu lamentava inconformada,
E
gritava por dentro, mas, você não ouvia.
Enquanto
eu me contentava com o pouco
Ou
quase nada que você me dava
E
em troca te dava tudo,
Porque
te amar parecia me satisfazer em absoluto.
Enquanto
eu me afligia quando você,
Sem
aviso, desaparecia, e eu perdida sem saber por quê?
Enquanto
eu, humilde, relevava o seu abuso de poder,
E
te pedia abra os olhos, por que um dia eu irei abrir.
Enquanto,
diante de uma única frase sua,
Não
me esqueça!
Eu
acreditava e insistia em não esquecer.
Fui
me esquecendo de dizer
Que
se um dia eu me calasse,
Seria
então para sempre o silêncio.
E
é bom que fique explicito minha amiga
Que
não é por despeito ou por orgulho ferido,
Nem
mesmo pela magoa.
Não
é para dar tempo ao tempo,
Pois,
este tempo já passou,
Tampouco
por um lampejo de sensatez,
Que
em todo este tempo não tive.
É que você simplesmente, e inexoravelmente,
Secou
em mim de vez!
Gil Monteiro
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